A redução a U ou P --- diagnóstico lógico

A estrutura U-P-S fornece um instrumento preciso de diagnóstico: quem absolutiza o particular (P — cultura, gênero, etnia) e o separa do universal (U — a dignidade humana universal) pratica uma redução a P sem U. Inversamente: quem opõe o universal ao particular (“no fundo, somos todos iguais”) pratica uma redução a U sem P. Ambas as formas erram a verdade, que reside na mediação entre U, P e S. A percepção não é política, mas lógica: sem U, a sociedade se desintegra em grupos incomensuráveis; sem P, a sociedade se torna abstrata e niveladora; sem S, o ser humano individual é sacrificado ao grupo ou ao princípio.

Como esse diagnóstico pode ser aplicado aos debates atuais — e onde está o seu limite — é o que desenvolve [[identitaetspolitik]] (opcional).


Capítulo 10: O Juízo — A Explicitação da Estrutura do Conceito

Para que preciso disso? “Isso é bom”, “Isso é justo”, “Isso está certo” — julgamos o tempo todo. Mas nem todo juízo é igualmente bom. Há juízos superficiais (“É assim mesmo”) e juízos profundos (“Tem que ser assim, porque…”). A teoria do juízo mostra doze níveis nos quais os juízos se tornam cada vez mais precisos — e ajuda a reconhecer em que nível uma discussão está, no momento, presa.