O problema da correspondência
A pergunta clássica “Como meu pensamento (interior) chega ao mundo (exterior)?” é dissolvida como uma relação de reflexão. Interior e exterior não são opostos já constituídos, mas se constituem reciprocamente por meio da resistência. O caráter resistente da experiência é o critério de distinção. A correspondência revela-se um caso especial da coerência — a saber, coerência com os momentos resistentes da experiência.
Realize isto (Experimento 30): Tente traçar com nitidez a fronteira entre interior e exterior. Onde termina o seu pensamento, onde começa o mundo? Toda tentativa de traçar uma fronteira nítida fracassa — mas a distinção entre aquilo que você pode manipular e aquilo que lhe resiste torna-se imediatamente clara.