Reflexão Crítica sobre o Capítulo 2
A doutrina da quantidade costuma parecer árida, mas é a base de toda ciência que pretende medir. Ela ensina duas coisas: o “quanto” (a quantidade de evidência) tem uma dignidade lógica própria — quem tem poucos dados não pode julgar. Mas isso nunca pode substituir o “o quê” (o conteúdo de verdade). O moderno “fetichismo dos dados” — o Big Data como garantia de verdade, a correlação como substituto da causalidade — é uma recaída na quantidade pura, que esquece a dimensão qualitativa da compreensão. A lógica do ser mostra: quantidade sem qualidade é cega, qualidade sem quantidade é vazia.
Capítulo 3: A Medida — Onde a Verdade se Transforma
Para que preciso disso? Todo mundo conhece essa experiência: um pouco de álcool relaxa, demais adoece. Um pouco de pressão motiva, demais paralisa. Existe, em quase tudo, uma medida certa — e pontos em que a quantidade repentinamente se transforma em nova qualidade. Quem não conhece esses pontos de virada é surpreendido por eles.